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SENHOR ARQUITETO, QUERO MUDAR O TELHADO!


Ora viva Sr. Arquiteto. Ouvi dizer que não faz falta licença para obras nos telhados. Por isso estava a pensar em subir um bocadinho o meu telhado para ter um sotão habitável, de 3 pisos. Haverá problema?

(casa em S. Jorge, Arcos de Valdevez)

UM PEQUENO PASSO PARA A HUMANIDADE, UM GRANDE PASSO PARA A BARCA


Ao que tudo indica, Ponte da Barca, palco da arquitectura popular de toda a espécie e geração, foi a terra escolhida pela Escola Superior das Artes de Coimbra (antiga ARCA) para acolher o curso de estudos avançados em arquitetura popular que se realiza no próximo ano lectivo.
Estão ainda em estudo as unidades curriculares do curso, que serão discutidas entre a instituição de ensino e o município, havendo um interesse local para utilizar exemplos da arquitetura popular barquense como casos de estudo.

"A ARQUITETURA POPULAR E TERRITÓRIO"

(instalação de rede de águas com originalidade popular)

A quinta edição do ciclo de tertúlias e conferências Quintas na Barca inicia-se amanhã, dia 15 de Maio de 2014, com o Arquiteto Manuel Teixeira, Professor Catedrático da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa e o Engenheiro Francisco Calheiros, Presidente da Turihab, com uma refl exão em torno da Arquitetura Popular, dos seus valores e de como estes podem constituir uma oportunidade para o território.
Org.: Município de Ponte da Barca
Local: Paços do Concelho (câmara municipal)

BRAVÃES, 1972

Em 1972 realizou-se em Bravães a missa nova do padre Freitas, momento registado na fotografia a cima. Em baixo está a mesma prespetiva, 42 anos depois.
A única estrada pavimentada era a estrada nacional, que aparece na fotografia. A primeira estrada secundária só foi aberta 3 anos depois. A luz eléctrica fazia 12 anos em Bravães, pelo menos a da igreja.

MIMETISMO ARQUITETÓNICO

Em 1931, lá pelas américas, um comerciante fez um edifício em forma de pato, que vendia ovos de pato. O edifício ficou famoso no livro "Learning from Las Vegas" do célebre arquitecto americano Robert Venturi.
Ao lado, temos um exemplar da mesma espécie. Um edifício em forma de barril, que vende garrafas de vinho verde de Ponte da Barca!
O desenho da esquerda é de Robert Venturi, e o da direita é de Roberto Ventura, um pseudónimo que me acabou de surgir.


Os arquitetos perderam o costume de contemplar sem espírito de crítica o ambiente. A arquitetura moderna tem sido tudo menos tolerante. Os arquitetos preferem mudar o meio ambiente a revaloriza-lo. Mas não é nenhuma novidade inspirarmo-nos no vulgar, a arte culta provem muitas vezes da arte popular. Se olharmos para trás, para a história e tradição para avançar, também podemos olhar para baixo para subir. 



Robert Venturi

CASA E PASTOR


Típica casa de montanha, no monte da Pegadinha, em Bravães. Ao fundo, o pastor guarda as ovelhas.

EM TEMPO DE QUARESMA, AGUARDEMOS A RESSUREIÇÃO


Oh ponte da barca oh ponte,
Oh terras de lá de cima
Com suas casinhas brancas
Viradas para o Rio Lima

Era uma casa simples, de um avô pedreiro e de uma avó que se dedicava à casa e à lavoura, como todas as avós. A foto é do final dos anos 80, tirada apartir do terraço onde se malhava o milho e estendiam os frutos da terra ao sol. A guarda que circundava o terraço era muito baixa, feita em tijolos afastados, num xadrez de aberturas que coroava um dos anexos da casa. O plano horizontal do terraço prolongava-se para o plano da ramada, que envolvia a pequena casinha branca, como tantas outras, e a refundava na paisagem verde do vale do Lima. As árvores rompiam ramadas até ao nível das janelas, de onde se podia colher os frutos sem sair de casa. Era uma casa viva.

SOCRTATES, REVISITAR UM CLÁSSICO

CAMINHOS DOS LUGARES

A meio da minha dissertação de mestrado, que estuda os atores e os autores da arquitetura do quotidiano no vale do Lima, é com agrado que vejo o território difuso ser, cada vez mais, tema de discussão cientifica em arquitectura.
O último caso é o da revista unidade, que pretende que o seu próximo número debata o tema da ocupação complexa e fragmentada dos territórios portugueses, destacando o NO português. 

Caminhos dos lugares:
Colonização da cidade in-formal (RETIRADO DA PÁGINA WEB DA REVISTA UNIDADE)


O debate sobre o território contemporâneo confronta-se com paradoxos enredados numa estrutura de inegável complexidade material e formal. A paisagem do noroeste português, muito em particular, é exemplo dessa complexidade, de onde são perceptíveis marcas simultâneas de antiguidade e contemporaneidade que compõem um sistema prolixo comum.

NEO MODERNO VS NEO RÚSTICO




Depois do advento, da prosperidade e do apogeu do neo-rural que pontuou a paisagem construtiva arquitectónica corrente, com zénite na segunda parte dos anos 90, o novo-riquismo arrivista vai adaptando o seu cânone arquitectónico a linguagens mais consentâneas com uma qualquer ideia de sofisticação e de modernidade.

APOTROPISMO CONTEMPORÂNEO


A cultura popular utiliza desde que há memória uma série de elementos simbólicos no exterior do seu espaço doméstico, carregados de significado. Geralmente são elementos apotropaicos, ou seja, elementos com o objetivo de afastar os males que possam surgir.

MARQUISE


Gosto dos gestos descomprometidos do povo nas construções. Aqui está uma aplicação de estores única! Mais um tesourinho da estrada Nacional 203, entre Ponte de Lima e Ponte da Barca.

CHURRASQUEIRA

Falamos hoje dum icon da arquitetura pimba: a churrasqueira. A churrasqueira é cada vez mais um elemento essencial na vida rural contemporânea. Às vezes são bidões metálicos cortados a meio, outras vezes em tijolo burro, outras são pré fabricadas. Outras surgem de um gesto inventivo de um marmorista anónimo, que aproveita os restos de pedra da última empreitada. A churrasqueira é um elemento construtivo onde ainda á espaço para a construção popular livre.

3,2,1


Decidi hoje começar a fazer um mini documentário pessoal com as fotografias e vídeos que vou captando do processo construtivo da minha casa em Lavradas. Quando for altura, publicarei qualquer coisinha.

ARQUITETROLHA

(eu, talvez em 2003, numa primeira intervenção na casa de Lavradas, atualmente a ser restaurada sob minha orientação)
Estou numa crise de sentido...
Cresci a chamar trolhas ao que todos chamam pedreiros. Para mim, um pedreiro é alguém que constrói alvenaria em pedra. Um trolha, por exclusão, seria alguém que construía em materiais mais artificiais como tijolo e betão.

O SONHO DO ARQUITETO

Uma das coisas que o homem procura quando produz arte é o reconhecimento de uma autoria, que o seu legado seja transmitido através das suas criações. O arquiteto, por natureza educado com bases artísticas, não é alheio a esse sentimento. O desejo de criar, de ser autor, de deixar a sua marca corre no sangue da maioria. 

3 EM 1: SPORTING - PORTO - BENFICA

Um exemplo de tolerância, co-habitação clubística e afirmação estética! Viva o meu clube! Seja ele qual for... Provavelmente aqui moram um portista, a avaliar pela cor, um sportinguista a avaliar pelos leões e um benfiquista a avaliar pela águia colada na fachada... Casa em S. Miguel, Ponte da Barca.