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BRAVÃES OU OFIR?

Fig.1 Casa em Bravães, em cima e casa de Ofir de Fernando Távora, em baixo.

Hoje apetece-me falar sobre um interessante fenómeno do mercado construtivo atual. Cada vez mais se vulgarizam as chamadas ‘casas de arquiteto’, num meio que ainda não está, na sua generalidade, culturalmente apto a compreender e valorizar arquitetura de qualidade (projetistas incluídos).
A produção arquitetónica rege-se por uma cultura que absorve e reinterpreta símbolos, transformando-os. A falta de criatividade, ou o facilitismo, ou a humildade, ou outra coisa qualquer tem levado a que os símbolos sejam seguidos ao pormenor, não vá a obra ficar incoerente, ou inestética, ou inadequada, ou inoutracoisaqualquer.

ARQUITETO E ENGENHEIRO: AFINAL QUAL É MELHOR?

Antes de mais, apresento aqui um gráfico que demonstra a percentagem de projetos de arquitetura aprovados por tipo de autor em Ponte da Barca, no período entre Julho de 2009 e Julho de 2014.
Aos arquitetos, coube uma fatia de 16,5% dos projetos de arquitetura. 
Não será hoje que faço um comentário sobre estes dados, que levantarão questões bastante interessantes numa próxima publicação.