“Uma imagem vale mais que mil palavras”. Será o caso desta imagem de uma estátua menir do segundo milénio A.C. encontrada nos anos 80 inserida na alvenaria de uma corte rural da freguesia da Ermida, em Ponte da Barca.
A simplicidade de um povo que olha para esta peça, com um enorme valor patrimonial, e a interpreta como (apenas) mais uma pedra para uma parede, diz muito sobre a (in)consciência deste território. Coloco os parêntesis na (in)-consciência porque, apesar de tudo, de um modo mais ou menos consciente, a estátua manteve-se intacta e chegou conservada aos nossos dias. Afinal, um acto tão inocente acabaria por levantar questões muito contemporâneas em relação à intervenção sobre património, à reversibilidade das soluções aplicadas em reabilitação.
A simplicidade de um povo que olha para esta peça, com um enorme valor patrimonial, e a interpreta como (apenas) mais uma pedra para uma parede, diz muito sobre a (in)consciência deste território. Coloco os parêntesis na (in)-consciência porque, apesar de tudo, de um modo mais ou menos consciente, a estátua manteve-se intacta e chegou conservada aos nossos dias. Afinal, um acto tão inocente acabaria por levantar questões muito contemporâneas em relação à intervenção sobre património, à reversibilidade das soluções aplicadas em reabilitação.
fotos encontradas em http://www.flickr.com/photos/avlierop/2376516489/in/photostream/

